Archive for the ‘Assuntos diversos, um foco: Relações Públicas’ Category

O prêmio vai para….

Tuesday, October 27th, 2009

Por Isabela Garrido

Sempre me causaram uma certa estranheza as premiações no mundo da Comunicação Empresarial. Quando eu via alguma matéria sobre isso nas revistas especializadas, geralmente me dava uma sensação de “não foi dito tudo, tem algo aí por trás…”. Até que hoje, fuçando na internet, encontrei um texto que explica exatamente essa minha sensação. Foi escrito pelo professor Wilson da Costa Bueno, mestre e doutor em Comunicação pela USP. Tá aí:


A hipocrisia das premiações em Comunicação Empresarial

Uma cultura egocêntrica como a brasileira costuma cultivar alguns hábitos (ou vícios) que incomodam. Um deles é a multiplicação de cases “vencedores” e de premiações na área de comunicação ou propaganda/ marketing, legitimados por um mercado que insiste em fechar os olhos para a realidade e bate palmas para qualquer coisa. No fundo, falta mesmo uma perspectiva crítica por parte daqueles que patrocinam determinadas hipocrisias ou então (não há como negar) esses processos não passam de estratégias para ganhar dinheiro e prestígio fácil. Publicações promovem prêmios para arrebanhar anúncios das empresas premiadas, explorando o ego avantajado de executivos que adoram troféus e certificados, muitos deles sem valor algum (todo mundo tem). Provavelmente estas empresas e chefias já se deram conta de que os empresários e clientes (e mesmo a sociedade) podem ser iludidos facilmente e “quadrinhos coloridos” na parede de agências e empresas têm garantido contas e empregos por esse Brasil afora. Entidades distribuem prêmios sobretudo entre os seus diretores e a caravana continua passando sem que os cachorros ladrem.

Sem ser leviano com as generalizações (sempre há exceções, felizmente), é possível admitir que, na maioria dos casos, os vencedores não deveriam merecer mais do que batatas podres porque os processos de que resultam as premiações e os convites para apresentação de cases em publicações ou eventos da área são, muitas vezes, absolutamente viciados.

Os exemplos podem ser contados às dezenas, mas podemos citar apenas alguns deles como ilustração. A Escola de Comunicações e Artes da USP (que coisa feia, minha querida ECA!) chegou a premiar a Ambev, no ano do episódio lamentável do vira-casaca do Zeca Pagodinha (aquele entra e sai de cervejaria), com o prêmio de empresa do ano em Comunicação Corporativa, o que convenhamos se constituiu numa autêntica afronta à ética e à inteligência. A Merck chegou a ser convidada para falar do case “fantástico” da retirada do Vioxx do mercado, ao mesmo tempo em que fechava acordo de bilhões de dólares nos EUA com os consumidores vitimados pelo medicamento. Uma farsa fantástica de Relações Públicas porque nunca se falou tão mal de uma indústria farmacêutica (quem tiver interesse pode consultar o artigo já publicado sobre o caso Vioxx em http://www.jornalismocientifico.com.br/rev3artigoWilsonBuenoVioxx.htm), um triste episódio que chegou a respingar no setor como um todo e inclusive na poderosa e quase intocável FDA, organismo responsável pelo controle de medicamentos nos Estados Unidos. Algumas agências/assessorias de empresas áreas, ao longo do tempo, têm proclamado o seu notável trabalho de gerenciamento de imagem durante as crises e os jurados que as contemplam (e as universidades que as convidam para relatar estes cases de sucesso para os futuros profissionais) não se dão sequer ao trabalho de contatar as famílias das vítimas. A verdade nem sempre está no relatório dos cases. Empresas que degradam o meio ambiente buscam, agressivamente, conquistar prêmios de responsabilidade ambiental, criam a figura de embaixadores ambientais, fazem qualquer negócio para “tapar o sol com a peneira”. A indústria farmacêutica insiste que investe pesado em pesquisa e desenvolvimento mas consome a maioria dos recursos em propaganda e marketing. Como diz o ditado: por fora; bela viola; por dentro pão bolorento.

Muitos colegas que se apressam em garantir os seus lugares em congressos ou seminários – certos de que tomarão contato com o “creme de la creme” da área - não se dão ao cuidado de observar, nos folders de divulgação, as empresas que patrocinam tais eventos. Se fossem mais críticos e vigilantes, iriam descobrir que, em muitas situações, os cases incluídos no programa têm menos a ver com o seu mérito do que com a relação comercial com os organizadores das reuniões. Agências e assessorias se empenham em garantir esse espaço (em muitos eventos quem não paga não fala mesmo!) porque, desta forma, aparecem para o mercado (e sobretudo para seus clientes) como vencedores, referências ou coisa equivalente. Santa hipocrisia do tipo “me engana que eu gosto”.

Algumas medidas poderiam sanear essa área e aumentar a sua legitimidade. A primeira delas seria impedir de vez que, nas premiações concedidas por entidades, os seus diretores e suas empresas concorressem. Não é por mera coincidência que, em muitas oportunidades, são eles que conquistam os prêmios maiores. A segunda medida seria criar condições para que os jurados (alguns convidados para esta tarefa têm estreita relação com os concorrentes) não ficassem reféns dos relatórios perfumados, refinados, luxuosos (e mentirosos) e que pudessem investigar se o relato é realmente fiel ou apenas uma peça de propaganda (má propaganda, é lógico, porque manipula os dados). Muitos relatórios de cases se respaldam em dados falsos e obedecem à lógica de adaptar o alvo ao tiro. A terceira delas seria desmascarar as “picaretagens explícitas” relevando os vínculos entre as premiações e as apresentações/publicações de cases e interesses pessoais, políticos, comerciais etc. As premiações e os cases não deveriam ser comprados, mas conquistados de verdade pelos méritos dos vencedores, o que, infelizmente, não é o que acontece na maioria dos casos.

Este é um assunto delicado para se comentar porque, ao que parece, muita gente está envolvida nesse processo que movimenta grana, “tráfico” de influência e cinismo empresarial, mas é preciso imediatamente um banho ético no mercado que adere acriticamente a estas hipocrisias empresariais.

Do jeito que a coisa vai, algumas premiações e cases ainda irão nos surpreender em breve. Talvez o McDonald´s e o Burger Kins ganhem o título de   “empresa que estimula o consumo consciente”, a Souza Cruz e a Philip Morris (a cruz e o morris nos nomes destas empresas serão mera coincidência?) de “companheiras da saúde”, a indústria de agrotóxicos de “sustentabilidade ambiental” , a Philips de “a empresa mais admirada no Piauí” e a Cataguazes de “excelência na construção de barragens”. Sem falar nos prêmios de pontualidade e de respeito ao consumidor das empresas aéreas, dos cases de excelência em qualidade das montadoras (um recall por semana) , de governança corporativa da Siemens, HP, Volkswagen, Parmalat etc, de relações governamentais da Mendes Júnior e de “amigos dos indígenas” relatados pela Vale e pela Aracruz . Algumas cooperativas e empresas do setor leiteiro podem também reivindicar o prêmio de “amigas das crianças”.

Aprendemos há muito tempo que “elogio em boca própria é vitupério”, mas algumas estratégias corporativas e inúmeros discursos grandiloquentes são calibrados para mentir. Pouco valem os “quadrinhos nas paredes” quando há muitos esqueletos escondidos nos armários e muita sujeira debaixo do tapete. É mais fácil maquiar o rosto do que limpar a alma. Há certos tipos de trabalho que nem as melhores agências e assessorias conseguirão fazer.

Para ler mais textos interessantes: Blog do Wilson.

RPs na Running DAVENTURA

Thursday, September 24th, 2009

marca running

Por Larissa Lemos e Cristiane Assis

larissalemos@gmail.com / cris_lassis@yahoo.com.br

Aceitar o desafio de trabalhar com a equipe DAVENTURA na realização do próximo evento, o RUNNING DAVENTURA – 03 de Outubro, na Ilha de Itaparica, foi uma das decisões mais certas que tomamos na nossa carreira profissional! Além de exercermos funções específicas da nossa área (assessoria de imprensa e Relações Públicas), estamos tendo a oportunidade de descobrir o universo fascinante dos corredores, dos apreciadores da natureza e da qualidade de vida! Sem contar que o prazer de lidar com uma equipe de profissionais bem preparados e motivados, nos faz querer cada vez mais reunir esforços para agregar positivamente em busca do sucesso do projeto.

Na tentativa de assegurar o bem estar de todos os envolvidos direta e indiretamente nas corridas, o evento garante um conjunto de atrações que envolvem esporte, saúde, sustentabilidade e turismo. Além disso, fica evidente que o lindo cenário escolhido da Ilha de Itaparica, situada na Baía de Todos os Santos, contribuirá para motivar todos os participantes e espectadores.

O evento tenta agradar tanto os atletas amadores, quanto os profissionais de corrida de rua, de aventura, triatlhon e multiesporte ao oferecer categorias diferenciadas de percurso – 6 km no segmento LIGTH e 14 km no PRO, assim como também diferentes modalidades – trekking, cross-country, costeira, natação, mountain bike, canoagem e orientação. Vale ressaltar que o RUNNING DAVENTURA já faz parte do calendário das Corridas de rua da Bahia, organizado pela Federação Baiana de Atletismo – FBA, além de ser validado pelo RBCA – Ranking Brasileiro de Corridas de Aventura – e pelo CBCA – Circuito Baiano de Corridas de Aventura.

Mesmo sendo o amor ao esporte a principal motivação e filosofia  todo o evento, o RUNNING DAVENTURA ainda desenvolve o turismo, ações sociais, culturais e ambientais nas comunidades envolvidas. Afinado com os seu valores de responsabilidade com o meio ambiente, o RUNNING DAVENTURA terá a sua emissão de carbono totalmente neutralizada. O carbono gerado pelo evento será, por sua vez, calculado e convertido em mudas nativas que serão plantadas e monitoradas até atingirem a sua fase adulta. A corrida receberá, portanto, o selo Carbono zero do Programa Floresta Bahia Global da Secretaria de Meio Ambiente do Estado.

Diante de tudo isso que foi dito, convidamos a todos e todas que assim como nós, se sentem tocados por iniciativas como essas!

DAVENTURA – “Viva a sua essência”

VAMOS CORRER!!!

Horário: 09:15

Largada/ Chegada: Forte São Lourenço

Inscrição: Loja Zogby, localizada na Pitura, atrás da Perini

Valores:

  • Running Light – 45,00
  • Running Pro – 45,00
  • Aventura Dupla – 150,00
  • Aventura Quarteto – 150,00

 

OBS: Os habitantes da Ilha de Itaparica terão 50% (cinqüenta por cento) de desconto no valor da inscrição em qualquer categoria.

As passagens do ferry bout estão inclusas no valor da inscrição

Mais informações:

www.running.daventura.com.br

twitter.com/DAVENTURAbr larissa e cris

 

 

Foto: Larissa Lemos e Cristiane Assis – estudantes de RP da UNEB – durante a divulgação do Running DAVENTURA, no fim de semana passado, com a jornalista Georgina Maynart, da Rede Bahia.

Créditos: Laís Oliveira

 

Congresso Internacional de RP

Thursday, September 24th, 2009

Por Marcos da Cruz

Contatos: (71) 8717-3510 / 9101-8233

e-mail davixgolias@gmail.com 

 

Nos dias 21,22 e 23 de outubro de 2009 acontecerá mais um congresso Internacional de Relações Públicas ALARP em Assunção Paraguai. Nós estamos organizando uma delegação Brasileira para participação no evento.

Estamos oferecendo um pacote de viagens que é composto de: Hospedagens três estrelas, quartos duplos e triplos, café da manhã, translado (aeroporto/hotel/aeroporto) e inscrição também inclusa que dará direito ao material do congresso, certificação do evento e almoço nos dias de realização do evento, mais jantar de abertura e jantar dançante de encerramento.

O valor esta em torno de R$ 1.500,00 (de acordo com a cotação do dólar) e pode ser divido em até 5x no cartão. Interessados, por favor, informem o quanto antes, pois devido a grande demanda nas agências de viagens, não podemos formar um grupo muito grande.

Papel higiênico é mídia?

Saturday, August 15th, 2009

Clique aqui para saber. (risos)

*A postagem lincada é sobre o dia do mídia. Um dos seus criadores é o RP Aroldo Araújo.

Café com romance

Thursday, August 13th, 2009

livrolauren

Por Elvira Costa

elviracostarrpp@gmail.com

Devo confessar o meu gosto por ler romances? Sim, para contar a vocês qual romance estou lendo agora… Tudo bem… Sei que é bem mais racional (e profissional) a leitura de livros técnicos, afinal, enquanto lia Orgulho e Preconceito, poderia estar lendo qualquer uma das obras de Kunsch ou Cesca, por exemplo.

Na semana passada, eu estava na Saraiva para tomar o café de sempre e aproveitei para dar uma volta entre os livros. Foi quando encontrei Todo mundo que vale a pena conhecer, de Lauren Weisberger. Peguei o livro e fui folheá-lo um pouco enquanto tomava o bom e velho expresso duplo.

Terminado o café, eu estava tentada a comprá-lo. Mas pensei (Outro romance? Procure algo mais útil!). E logo a minha mente foi invadida pelos motivos para comprar Todo mundo vale a pena conhecer (Ah, a personagem principal – Bette – passa a trabalhar na agência de RP “mais bacana” de NY. Se vai contar o dia-a-dia de uma RP, pode levar!). E finalmente, lá estava eu na fila do caixa da Saraiva…

*****

Kelly: – Tenho uma firma de RP – ela falou, bebericando uma taça de vinho branco. – Representamos todo tipo de clientes – restaurantes, hotéis, butiques, gravadoras, estúdios de cinema, celebridades individuais – e fazemos o possível para melhorar seu perfil por meio de aparições na mídia, lançamentos de produtos, coisas desse tipo.

Bette: – E hoje, quem você representa aqui? Will? Eu não sabia que ele tinha um RP.

Kelly: – Não. Hoje eu fui contratada pelo editor do Charlie para organizar um jantar com a elite da mídia, aqueles jornalistas que são reconhecíveis por si mesmos. O editor tem seu próprio departamento de RP, é claro, mas eles nem sempre têm contatos para organizar algo tão especializado. É aí que eu entro.

Bette: – Entendi. Então, como conhece todas essas pessoas?

Ela só riu.

Kelly: – Tenho um escritório cheio de gente cujo trabalho é conhecer todo mundo que vale a pena. Trinta e cinco mil nomes, na verdade, e podemos entrar em contato com qualquer um deles a qualquer momento. É o que nós fazemos. Falado nisso, o que você faz?

(Todo mundo que vale a pena conhecer, página 67)

 *****

Lauren Weisberger é a mesma autora de O Diabo Veste Prada. Aliás, desculpem-me os cânones das RP, mas o devorei em duas semanas. Era uma leitura compulsiva, de toda noite antes de dormir, sentindo ódio de Miranda Priestly e pena de Andrea Sachs. E refletindo sobre quão pavoroso era o clima organizacional daquela revista…

Para finalizar, queridos leitores, fica aí a minha sugestão de livro-higiene-mental, para as horas vagas: Todo mundo que vale a pena conhecer, Ed. Record. R$ 47,90 na Saraiva.

Delegacia do CONRERP em Salvador

Thursday, July 30th, 2009

Por Elvira Costa

É com alegria que venho aqui fazer esta última chamada.

Depois de anos de debates sobre o assunto, finalmente, no dia 1º de agosto de 2009, das 8:30h às 11:30h, no auditório da Fundação Baiana de Engenharia, acontecerá o Ato Oficial de Instalação da Delegacia do CONRERP em Salvador.

Endereço: Rua Adhemar Pinheiro Lemos, nº 1617 – Imbuí. Ponto de referência: atrás do shopping Imbuí Plaza.

Pauta do evento:

1 – Início oficial dos trabalhos da Delegacia de Salvador – Bahia.

2 – Discussão sobre as conseqüências da decisão do STF para a área de Comunicação Social.

3 – Lançamento do curso de extensão “Ouvidorias: conceito, estruturação, funcionamento e resultado.

Aos interessados que ainda não possuem a ficha de inscrição:

Me escrevam no e-mail elviraocn@hotmail.com que eu mando.

Indicação

Thursday, July 30th, 2009

Estou eu no Msn conversando com Shade Andrea, contando que estudarei marcas na disciplina Comunicação Comparada, quando ela diz:

- Eu gosto bastante de branding, dá uma olhada nesse texto:

As marcas ganharão muito ao entender e aceitar os novos modelos de família.

Shade me indicou, o texto é interessante, não poderia deixar de indicar aos leitores daqui. E o blog CHMKT já está nos favoritos.

Enjoy!

Elvira Costa

Agora, como escrever um release!

Tuesday, July 28th, 2009

manualpraticodeassessoria

Por Elvira Costa

Ontem, postei um release com inúmeros erros, criado por Guilherme Duncan, seguido de notas do autor explicando por que tais erros eram inaceitáveis. Hoje, então, segue um release que é um “modelo a ser adotado”, segundo Claudia Carvalho e Léa Maria Aarão Reis, autoras do Manual Prático de Assessoria de Imprensa, de onde extraí esses dois exemplos de releases.

MANUAL PARA ASSESSORES DE IMPRENSA:

COMO FALAR COM JORNALISTAS E CLIENTES

 Um manual prático, que relata experiências e trabalhos de quem atua como assessor de imprensa ou na área de Comunicação Social. Assim pode ser escrita resumidamente a resenha do livro Manual Prático de Assessoria de Imprensa que as autoras, jornalistas e professoras universitárias Claudia Carvalho e Léa Maria Aarão Reis, lançam na próxima quinta-feira, dia ___, às 20 horas, em noite de autógrafos a se realizar na Livraria Argumento, do Leblon.

O livro vem preencher um espaço até agora vazio nas bibliotecas de Comunicação e tem o objetivo de proporcionar aos estudantes universitários, principalmente àqueles que pretendem se especializar em Assessoria de Imprensa, conceitos e informações sobre o relacionamento com jornalistas e com os próprios clientes – exatamente, as duas pontas que o futuro profissional vai precisar unir e colocar em contato. Além disso, a obra dá exemplos práticos, relaciona normas e aponta procedimentos que um assessor de imprensa deve respeitar, em nome da eficiência e da ética.

Longe de se constituir em mais um livro teórico sobre Comunicação, Manual Prático de Assessoria de Imprensa na verdade reserva um lugar de fácil acesso nas estantes e gavetas de seus leitores, já que certamente servirá de fonte de consulta e guia diante de variadas situações previsíveis.

As autoras Claudia e Léa Maria afirmam que a intenção “foi justamente oferecer aos estudantes uma obra de fácil leitura e exemplos concretos, muito mais útil para o futuro profissional do que textos carregados de teoria que servem muito mais à vaidade dos autores do que ao conhecimento dos leitores”.

Editado pela Editora Campus-Elsevier, o livro terá formato 16×23, e estará disponível em todas as livrarias do Brasil a partir do dia 30 de outubro de 2008, ao preço (se quiser dar) de R$ __,00.

 Outras informações:

Nome:

Telefone:

E-mail:

 *No site do Extra o livro custa R$37,90.

A ARTE DE CLIPAR

Thursday, July 2nd, 2009

Por Isabela Garrido

Clipping. Para a maioria dos estudantes de comunicação – e profissionais também – esse é de longe o trabalho mais chato da área. Geralmente fica a cargo dos estagiários e é tratado como uma obrigação enfadonha. Fico me perguntando se essa fama negativa vem pela falta de compreensão do significado do clipping enquanto parte importante de um trabalho maior. Deve ser.

O clipping (ou clipagem) nada mais é do que o acompanhamento e registro de todas as matérias divulgadas em veículos impressos, virtuais e, às vezes, eletrônicos a respeito de uma determinada organização, produto ou pessoa pública (artista, político, profissional renomado etc.). Esse é um trabalho típico de assessorias e exige muita atenção e paciência de quem o desenvolve – e talvez esta seja mais uma razão pela qual as pessoas gostem tão pouco dessa atividade. Num mundo tão dinâmico e cheio de informações voláteis como o atual, paciência é coisa rara.

De uma forma simplificada, o processo é este: o assessor de comunicação/imprensa produz matérias jornalísticas para divulgar seu cliente e as envia para diversos veículos; estes, por sua vez, selecionam as matérias que julgam despertar o interesse do público e as divulgam. É nesse ponto que entra a clipagem: é ela quem vai registrar em quantos veículos a matéria foi divulgada, quantas vezes isso aconteceu e quanto o cliente economizou por não precisar pagar por um espaço publicitário para ter seu nome ou o nome de sua empresa/produto nas revistas e jornais impressos, sites de notícias, blogs, televisão ou rádio. Trocando em miúdos, a clipagem é uma espécie de avaliação de resultados. Se a assessoria for bem feita, isso poderá ser percebido através da quantidade de matérias positivas que levaram o nome do cliente. É claro que outros elementos podem interferir nesse processo, como o caso do cliente que só desperta o interesse de um público muito específico ou que não oferece razões relevantes para ocupar espaço nos veículos de comunicação. Fora essas e algumas outras exceções, o clipping serve para mostrar que o trabalho da assessoria deu resultado e que valeu a pena ter investido nela. Com essa função tão significativa, não dá para compreender por que a atividade é tão menosprezada.

Infelizmente, muitos ainda enxergam o clipping como apenas um trabalho de “recortar e colar”. É claro que essa parte também é importante, inclusive a forma como esses recortes são enviados para os clientes (se recebem algum tipo de tratamento, se são organizados e contém todas as informações que o cliente necessita saber, como data, veículo, seção, assunto etc.) Mas vale ressaltar que, além do recorte e do envio das matérias para os clientes, é muito necessário também fazer uma análise do material publicado – qual lugar de destaque que ele recebeu nos jornais e sites; se for matéria de rádio e TV, quanto tempo durou sua veiculação, em qual programa e em qual horário; de onde partiu o assunto tratado pela imprensa (se foi da assessoria mesmo ou de uma outra fonte); qual o nível de interesse a imprensa demonstrou pelo assunto apresentado (se apenas veiculou ou se quis saber mais detalhes, se fez outras matérias a partir daquele tema etc.).  Todas essas informações são significativas para que o cliente tenha a noção do quanto se ganhou com o trabalho da assessoria e possa avaliar se os seus objetivos foram alcançados.

Como se pode ver, o trabalho da clipagem é uma parte fundamental da assessoria e não pode ser deixado em segundo plano. Por isso, ter um profissional de comunicação cuidando dessa parte ou orientando um estagiário no seu desenvolvimento faz toda a diferença.

Sai a relação dos finalistas do prêmio Relações Públicas do Brasil

Monday, June 29th, 2009

Por Marcello Chamusca

O Prêmio Relações Públicas do Brasil chega a sua última fase com o anuncio dos finalistas em quatro categorias. Foram, ao todo, 39 profissionais selecionados, através de indicações de estudantes e profissionais de relações públicas e áreas afins de todo o país, de 4 de maio a 21 de junho de 2009.

A partir de hoje, 29 de junho, estão abertas as eleições dos Relações Públicas do Brasil, através de júri popular, pela Internet, através do endereço: www.rpdobrasil.com.br. Cada pessoa só poderá votar uma única vez em cada categoria. Os votos serão computados por CPF, para garantir que não haverá duplicidade. A votação vai até o dia 16 de agosto.

Os vencedores serão anunciados na cerimônia de encerramento da premiação que acontecerá em 6 de setembro de 2009, em Curitiba/PR. O evento faz parte da programação oficial do maior e mais importante congresso de comunicação do país, o INTERCOM 2009.

FINALISTAS POR CATEGORIA

CATEGORIA PROFISSIONAL DE MERCADO
Ana Lúcia Novelli
Carolina Terra
Eliezer Cruz
Flávio Schmidt
Marco Rossi
Maria Inês Möllmann
Maria Lúcia Bettega
Mateus Furlanetto
Nemércio Nogueira
Olinta Cardoso

CATEGORIA PROFESSOR PESQUISADOR
Cleuza Cesca
Cleusa Scrofeneker
Fábio França
Luís Alberto de Farias
Claudia Moura
Maria Aparecida Ferrari
Roberto Fonseca Vieira
Rudimar Baldissera
Sidinéia Freitas
Sonia Cabestré

CATEGORIA CONTRIBUIÇÃO HISTÓRICA (in memorian)
Angela Feio
Antonio De Salvo
Eduardo Pinheiro Lobo
Higino Barbosa Lima
Maria Stella Thomazzi
Valentim Lorenzetti
Joaquim Ribeiro Junior
Waldeney Alcides

CATEGORIA PROFISSIONAL REVELAÇÃO
Aislan Greca
Ana Paula Garcia
Cláudia Rebechi
Denise Pagnussatt
Fabiana Begnini
Fábio Albuquerque
Juliano Melo
Patricia Zawascki
Tony Mello
Zilda Andrade

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