Aos nossos amigos, leitores e colaboradores, desejamos um

Que o espírito natalino e a vontade de fazer o bem permaneçam conosco durante todo o ano!
Um grande abraço da equipe RP Acontece!
Aos nossos amigos, leitores e colaboradores, desejamos um

Que o espírito natalino e a vontade de fazer o bem permaneçam conosco durante todo o ano!
Um grande abraço da equipe RP Acontece!
Por Elvira Costa
elviracostarrpp@gmail.com
Enquanto escrevia as informações do curso, lembrei dos meus tempos de estagiária da TV UNEB. Aquele foi um período em que pude aprender coisas diferentes dos meus estágios anteriores. Por ter passado pela experiência, posso dizer que é bastante válido o RP aprimorar suas habilidades em televisão. Não necessariamente para ser repórter, ok, mas saber se portar diante das câmeras e saber lidar com ela pode ser oportuno quando de uma necessidade para falar em nome de uma instituição, por exemplo. Ah, quem já viu Nick Naylor (do filme Obrigado por Fumar) lembra como ele era habilidoso diante das câmeras e dos jornalistas. Mas já falei demais… Vamos aos cursos!
CAP ESCOLA DE TV
1) Curso de interpretação para TV/Telejornalismo
Com Rada Rzezedá.
Conteúdo: dicção, expressão corporal, memorização e interpretação de textos, gravação, noções sobre sets de filmagens, direção de fotografia e mercado de trabalho.
Início em outubro. Mais informações: (71) 9167-8274
2) Produção e direção para TV (curso para iniciantes)
Dias 24, 25 e 26 de outubro. Valores: R$300,00 ou R$ 260,00 (à vista)
Com Rada Rzezedá e professor convidado.
3) Cinegrafista (para iniciantes)
Valores: R$ 250,00 ou 2x de R$ 150,00
Por Isabela Garrido
Este mês o RP Acontece recebe a ilustre contribuição de Cell Dantas, ator do Bando de Teatro Olodum (grupo residente do Teatro Vila Velha). Ele trouxe a seguinte questão:
Sou ator e gostaria de saber o que um profissional de RP poderia fazer por mim.
Agora, com a palavra, nossa RP de plantão Qhele Melo:
Olá Cell, quanto tempo! Como você está?
Bem, a atividade de Relações Públicas pode lhe oferecer um leque amplo de opções para auxiliar na sua carreira, e isso depende, inclusive, das suas demandas e objetivos específicos.
É comum no mundo artístico, o Relações Públicas atuar como assessor. É ele o profissional que faz uma ponte direta entre o artista e a imprensa, intermediando entrevistas, coletivas, apresentações na mídia, respondendo chamadas para reportagens, substituições em possíveis ausências e coisas similares.
Além desse relacionamento em particular, o RP pode intermediar também a relação do ator com os patrocinadores, produtores, discutindo cachês, avaliando os convites e organizando eventos.
É igualmente possível promover a divulgação dos seus trabalhos, projetando e executando planos de mídia, encaminhando releases para a imprensa, fazendo um levantamento de tudo o que é divulgado sobre você, o ator, gerando relatórios e “vendendo seu peixe”, como se diz por ai.
Há ainda a administração e manutenção da imagem do contratante, que acaba sendo um resultado geral de todas essas intersecções a que fiz referência. Isso se dá a partir do acompanhamento de como o trabalho do ator está sendo divulgado, como a imagem dele está na mídia e na sociedade em geral, além da articulação em momentos de crise (boatos, mentiras, escândalos), fazendo o papel ético de ponte entre o ator, que é uma pessoa pública, e a sociedade.
Reforço que há muitas maneiras de responder a sua pergunta. E o diálogo com o profissional, para entendimento do contexto em que se irá trabalhar é sempre um bom começo.
E pra não perder o hábito que tanto gosto, faço aqui já uma ação de RP, lembrando: Vá ao Vila, Velho!
Abraço!
Sucesso sempre!
Qhele Melo
A menção ao RP contratado está na notícia do A Tarde Online, jornal de grande circulação na Bahia.
Por Isabela Garrido
A pergunta deste mês foi feita por alguém que já é da área: o estudante de RP Rafael Leiro, da Uneb. Confira:
Uma das coisas que muito se discute na academia é o papel do Relações Públicas diante de uma situação de crise na organização. Só que geralmente essas discussões giram em torno de grandes empresas, que contam com profissionais qualificados e capital suficiente para custear ações de recuperação de imagem e superação. Mas o que um profissional de comunicação deve fazer quando a empresa é pequena e não dispõe de tantos recursos?
É importante salientar, sempre que possível, que ações de RP direcionadas ao equilíbrio de forças em situações de crise devem ser uma parte e não o todo de uma política de comunicação constituída em uma empresa, seja esta de pequeno, médio ou grande porte.
Trocando em miúdos, o profissional de Relações Públicas não deve ser convidado a agir somente na hora de apagar o fogo, para reverter uma conjuntura que coloca a existência da organização em risco. Antes disso, precisa ser acionado como peça fundamental para a comunicação institucional.
Dito isso, vamos aos detalhes. Pensem: de que empresa falamos? E mais, o que caracteriza uma crise para esta empresa especifica? Tomando um exemplo, o que significa crise para a padaria da esquina ou para a lojinha de bolsas do bairro?
Pressupondo uma espécie de passo a passo, vejamos: Primeiro, contextualize a questão. O que distingue uma organização de pequeno porte e sem recursos? Em seguida, sugira questões que se configurem em crise para este empreendimento. Na sequencia, se pergunte: trata-se de um caso que imprescinde a intervenção de RP? Ou mesmo: em que escala de prioridade aparecem às ações de comunicação (e aqui leia: custo)?
Isso porque antes de tudo é preciso ser coerente com a necessidade ou não, e mesmo com a possibilidade – ou não – de ações de comunicação em cada empresa. Deste modo, nos preservamos de oferecer um planejamento de gerencia de crise para um cliente que atravessa uma má fase justificada de maneira puramente econômica, como é na maior parte dos casos que envolvem as organizações de pequeno porte (já posso ver as bandeiras levantadas dizendo: mas todos precisam de comunicação! Mesmo a padaria da esquina! Hum… Deixemos esse tópico para um próximo encontro).
Agora sim, vamos às sugestões*.
Palavra-chave para começar a gerência de uma crise: Prevenção. De certo que nem sempre é possível evitá-la, porque afinal, se todas as crises fossem previsíveis deixariam de se caracterizar como tal. No entanto, ratifico, o RP é uma necessidade perene na organização. Mas e se não for possível financiar um RP em longo prazo? Se não for o caso de poder prevenir?
Bem, nesse caso partimos imediatamente para a segunda parte do plano (e esse vale em todos os casos, embora haja peso maior no tratamento das pequenas empresas): criatividade. Somada a uma minuciosa análise sobre o que é e como funciona a organização; ao entendimento da dinâmica que rege o contexto em que ela está inserida; a identificação dos públicos envolvidos; a um bom planejamento de ações e orçamento; além do levantamento de possibilidades e análise de situações similares, é possível fazer uso de ferramentas, por vezes até gratuitas, para resolver uma situação de risco numa pequena empresa.
Isso perpassa por idéias como a distribuição de informação gratuita, a responsabilidade em oferecer assistência em caso de falhas que acarretem mal-estar para os consumidores, e o uso de ferramentas web, ainda com largo alcance e baixo custo. Além de ações localizadas de comunicação dirigida para públicos restritos, de incentivo a participação voluntária do grupo da empresa, e do baixo custo cobrado pelo consultor RP, quando for o caso.
E por fim não esquecer que cada situação exige uma retaguarda particular e que a crise gera impactos e é preciso lidar com eles e seus efeitos, procurando, mesmo na padaria da esquina, manter uma imagem institucional coerente e na medida do possível, estável.
*Chamo-as de sugestões por entender que cada situação exige um olhar individual e que cada crise deve ser resolvida em função de suas particularidades.
Saudações RP
Qhele Melo

Relações Públicas PR. 59/2008
Contato: (71) 9233-4523
Em nossos discursos ainda estamos acostumados a usar algumas expressões que me parecem ultrapassadas. Elaborando alguns projetos, me dei conta (mais uma vez) do quanto as mudanças em comunicação, principalmente no tocante aos meios eletrônicos, já fazem parte de uma rotina.
Pra compreender melhor, cito o exemplo de “novas linguagens”. Algumas organizações passaram a modernizar seu ambiente e sua forma de interagir com os públicos atuando menos com tradicionais meios e formatos de divulgação, e investindo em “novas linguagens”. Por exemplo: ao invés de criar jornais internos, manter murais (os mosaicos da era do papel) ou fazer panfletagem, ampliaram a difusão via Internet, instalaram painéis eletrônicos (a maioria “TVs” internas exibidas em telas de LCD) em suas sedes e exploram a exibição de propaganda em outdoor eletrônico. Não só o formato e o meio, mas o conteúdo da mensagem (graças a nós, profissionais de comunicação) também está incluído na experimentação das “novas linguagens”.
Não precisa ser um radical pra ressaltar que o conceito da expressão é mais amplo. Compreendo perfeitamente. Mas prefiro achar que, como Belchior eternizou, o novo sempre vem. Cinema, rádio, televisão, Internet e celular, já deixaram de ser campos para experimentação de novas linguagens há muito tempo. Talvez, a interação que existe entre eles ainda seja nova – com algumas exceções. Se pensarmos no jornal, ele já nasce velho. O mesmo jornal, na Internet, quando seu site permite ao internauta postar comentários, fica diferente a cada atualização. A própria Internet já está bem difundida, falta-lhe “legitimidade” em algumas ocasiões.
Assim, afirmar que “é preciso experimentar novas linguagens”, restringindo seu uso nas “novas tecnologias da informação” é querer dar novidade a algo que virou rotina. É querer transparecer originalidade onde predomina reformulação. Original, hoje, é raridade! “Novas linguagens” já deixaram de ser um adjetivo que designasse revoluções na comunicação. Aguardo o novo…
Por Elvira Costa
Estou lendo o Manual Prático de Assessoria de Imprensa, livro de Claudia Carvalho e Léa Maria Aarão Reis. Nele encontrei um exemplo de um release com inúmeros erros, seguidos de notas explicativas do autor Guilherme Duncan. Assim fica divertido entender o que se deve e o que, nesse caso, não se deve escrever em um release.
Abaixo, o trecho do livro:
PROFESSORAS DÃO DICAS A FUTUROS ASSESSORES DE IMPRENSA SOBRE COMO FALAR A JORNALISTAS
Mulheres sabem conversar melhor do que os homens. Pelo menos, falam mais, segundo a tradição popular. Sem entrar na discussão, duas mulheres vão estimular essa crendice ao lançar um livro que vai ensinar aos estudantes de Comunicação que pretendem atuar na vida profissional como assessores de imprensa, como falar, como se dirigir e como convencer jornalistas de redação. As autoras desse livro, Claudia Carvalho e Léa Maria Aarão Reis, são também jornalistas e professoras universitárias. (1)
O livro se intitula Manual Prático de Assessoria de Imprensa e vai se constituir num manual prático para mostrar como, quando e por que o assessor de imprensa deve abordar o profissional de redação, para vender uma idéia, uma imagem ou uma personalidade. Desse modo, o futuro assessor não será surpreendido com uma possível reação negativa de jornalistas ao receber seus press releases. (2)
O lançamento se dará no próximo dia __, quinta-feira, às 20 horas, na Livraria Argumento, no bairro carioca do Leblon, oportunidade em que será servido um coquetel enquanto as autoras autografam os exemplares que estarão à venda no local. (3)
A editora Campus-Elsevier, que já produziu outros livros didáticos, afirma que caprichou na apresentação do livro, principalmente na diagramação e na qualidade do papel, e que, por isso, o preço de venda será compatível com o que se pratica no mercado. (4)
Notas explicativas:
(1) Nariz de cera por si só impróprio, mas que, além disso, repete chavão preconceituoso sobre mulheres. O chamado nariz de cera não atrai a atenção do leitor, muito menos do jornalista, e pode precipitar a ida do release para a cesta de lixo. O texto promete ainda que o livro “vai” fazer e acontecer, e insiste no verbo “ver” e repete o “que”.
(2) Mais uma vez, promessa de resultados do livro, que não deve ser feita.
(3) As informações básicas estão quase no fim do texto, o que certamente prejudica a divulgação.
(4) Argumentações da editora são pueris e não informam quanto custará o livro. Tentei, mas não sei fazer pior do que isso! (Nota do autor, Guilherme Duncan)
*Ah! O livro vocês encontram no site do Extra por R$37,90